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Dívidas de estados e municípios: CAE aprova regra para fim de mandato e texto vai ao Plenário

Projeto permite reestruturar o principal de dívidas nos últimos 120 dias de mandato. A proposta ainda depende do Plenário do Senado.

Dívidas de estados e municípios: CAE aprova regra para fim de mandato e texto vai ao Plenário
Eduardo Braga e Esperidião Amin durante discussão na CAE em 3 de novembro de 2026. Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto que permite a estados, ao Distrito Federal e a municípios contratar crédito para reestruturar o principal de suas dívidas nos últimos 120 dias do mandato do chefe do Executivo. O PRS 50/2026, de Renan Filho (MDB-AL), recebeu parecer favorável de Eduardo Braga (MDB-AM) e seguirá para o Plenário do Senado. A aprovação na comissão ainda não coloca a mudança em vigor.

Entenda o Caso

  • A Resolução 43, de 2001, restringe operações de crédito nos 120 dias anteriores ao encerramento dos mandatos, com exceções previstas no próprio texto.
  • Em 28 de agosto de 2026, Renan Filho apresentou o PRS 50 para acrescentar uma exceção voltada à reorganização do principal das dívidas.
  • Em 3 de novembro, a CAE concedeu vista coletiva, após pedido da senadora Dra. Eudócia. A análise ficou para a retomada da reunião.
  • Em 4 de novembro, a comissão aprovou o relatório. O resultado oficial registra o encaminhamento da matéria ao Plenário.

O que o projeto muda nas dívidas públicas

A proposta abre uma possibilidade específica de contratação de crédito no fim da gestão. O objetivo é substituir dívidas existentes, sem liberar dinheiro para despesas de outra natureza. O alcance abrange governos estaduais, o Distrito Federal e prefeituras.

Segundo a CNN Brasil, o texto aprovado determina que os recursos sejam aplicados exclusivamente na amortização da dívida, sem financiar juros, encargos ou seu serviço corrente. O valor da nova operação deverá ser igual ou inferior ao da obrigação substituída.

A reportagem informa ainda que a proposta impede carências ou cronogramas que transfiram encargos à gestão seguinte. O enquadramento das operações deverá observar critérios do Tesouro Nacional, preservados os controles da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Constituição.

Por que a análise foi retomada nesta quarta

Na discussão de terça-feira, Braga defendeu uma análise rápida para permitir o cumprimento de prazos da Secretaria do Tesouro Nacional. A tramitação foi interrompida pela vista coletiva e retomada nesta quarta-feira.

O resultado oficial da reunião da CAE confirma a aprovação do relatório em 4 de novembro e informa que a matéria vai ao Plenário. Portanto, a decisão desta etapa não equivale a uma autorização já vigente para novas contratações.

Durante o debate anterior, a senadora Leany Lemos manifestou apoio à proposta por considerar relevante a situação dos estados mais endividados. Dra. Eudócia pediu mais tempo para examinar o texto antes da votação, conforme o registro da Agência Senado sobre a reunião de 3 de novembro.

Perguntas frequentes

O Senado já liberou o crédito no fim do mandato?

Não. A CAE aprovou o relatório, mas o projeto ainda será analisado pelo Plenário do Senado.

Qual período é alcançado pela proposta?

Os últimos 120 dias do mandato do chefe do Executivo estadual, distrital ou municipal, para operações de reestruturação e recomposição do principal das dívidas.

O projeto permite empréstimo para qualquer despesa?

Não. A proposta é voltada à reorganização de dívidas existentes, sem liberar recursos para outras despesas.

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