Aliados de Rogério Marinho (PL-RN) trabalham com uma projeção de 41 votos para a Presidência do Senado e buscam adesões individuais em sete partidos, segundo apuração de Isabel Mega, da CNN Brasil, divulgada nesta terça-feira (3). O lançamento pelo PL, previsto para quarta-feira (4), deverá contar com o apoio do Novo. A estimativa depende da adesão integral dessas duas bancadas e de votos de outras cinco siglas.
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Entenda o caso
- 31 de outubro: Carlos Bolsonaro declarou apoio a Marinho para o comando do Senado, em manifestação já noticiada pelo portal.
- 3 de novembro: a apuração da CNN detalhou uma projeção de 32 votos de PL e Novo e outros nove de cinco partidos.
- 4 de novembro: está previsto o lançamento da candidatura pelo PL, com participação de representantes do Novo.
- 1º de fevereiro de 2027: a eleição para o comando da Casa colocará as articulações à prova em votação secreta.
Como os aliados chegam à projeção de 41 votos
O cálculo apresentado pela CNN Brasil considera 29 senadores do PL e três do Novo na próxima legislatura. Para alcançar 41, os articuladores esperam conquistar mais quatro votos do Republicanos, dois do PP e um de cada uma destas legendas: MDB, Podemos e PSD.
Esses nove votos adicionais são expectativas atribuídas aos aliados, sem confirmação individual de todos os parlamentares. A inclusão de um partido nessa projeção também não significa apoio formal da legenda.
A Folha de S.Paulo também registrou a articulação para o ato de quarta-feira e a presença prevista de senadores do Novo. Ao jornal, o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), afirmou que a sigla trabalhará com sua bancada, partidos aliados e parlamentares individualmente para viabilizar Marinho.
O movimento amplia a disputa além do apoio declarado por Carlos Bolsonaro a Marinho em 31 de outubro. Agora, o desafio dos articuladores é transformar manifestações políticas em votos suficientes para enfrentar a tentativa de recondução de Davi Alcolumbre (União-AP).
Voto secreto mantém incerteza sobre as bancadas
A regra de votação secreta permite que o resultado seja diferente das declarações públicas de apoio. Por isso, a soma projetada não comprova maioria assegurada. No vídeo da CNN, Isabel Mega relata que os articuladores querem manifestações públicas dos senadores para demonstrar competitividade.
O Senado, ao explicar os procedimentos de escolha de sua Presidência, informa que o candidato precisa alcançar pelo menos 41 votos, a maioria absoluta dos 81 integrantes da Casa.
Tereza Cristina segue como ponto de indefinição
A projeção também esbarra na posição de Tereza Cristina (PP-MS), cujo nome é discutido para a mesma disputa. Na apuração de Isabel Mega, o voto da senadora entra na conta dos aliados de Marinho, embora sua eventual candidatura permaneça uma variável.
Em atualização publicada nesta terça-feira, o R7 registrou a declaração de Marinho de que os dois não serão candidatos um contra o outro. O senador, porém, não revelou qual nome será escolhido. Conforme o veículo, Tereza não confirmou o acordo e reiterou que deseja ser a primeira mulher a presidir o Senado. Assim, não há confirmação de retirada de sua candidatura nem de transferência de apoio a Marinho.
Perguntas frequentes
Rogério Marinho já tem 41 votos para presidir o Senado?
Não há confirmação de 41 adesões individuais. O número é uma projeção dos aliados relatada pela CNN e depende de votos de sete partidos.
O Novo vai apoiar Rogério Marinho?
O apoio está previsto para o lançamento de quarta-feira (4), conforme as apurações da CNN e da Folha. Isso não antecipa o resultado da votação.
Tereza Cristina desistiu da disputa?
Não há desistência confirmada. Marinho disse que não concorrerão um contra o outro, mas Tereza não confirmou o acordo, segundo o R7.







