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Tráfico de drogas: CCJ aprova pena maior por envolver inocentes e texto segue ao Plenário

CCJ aprova projeto que agrava pena por fraudes para atribuir crimes de drogas a inocentes. PL 1834/2023 ainda depende do Plenário da Câmara.

Tráfico de drogas: CCJ aprova pena maior por envolver inocentes e texto segue ao Plenário
Reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, em foto de arquivo. Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (3) o projeto que aumenta a pena de crimes da Lei de Drogas quando houver fraude para atribuir a responsabilidade a uma pessoa inocente. De autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), o PL 1834/2023 ainda precisa passar pelo Plenário da Câmara antes de seguir na tramitação legislativa.

Entenda o caso

  • 12 de abril de 2023: apresentação do PL 1834/2023, que propõe alterar a Lei 11.343/2006.
  • 8 de agosto de 2023: aprovação do parecer na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.
  • 7 de outubro de 2024: apresentação do parecer favorável da deputada Julia Zanatta (PL-SC) na CCJ.
  • 3 de novembro de 2026: aprovação do parecer na CCJ, em reunião marcada para as 14h30.

O que o projeto pretende mudar

A proposta cria uma causa de aumento de pena para situações em que o crime for praticado mediante fraude, dissimulação ou outro artifício destinado a responsabilizar um terceiro inocente. O objetivo é agravar a punição de quem organiza a conduta e tenta transferir suas consequências a alguém que não participou dela.

Outro ponto do texto determina a aplicação conjunta das causas de aumento previstas no dispositivo quando mais de uma estiver presente no mesmo caso. A aprovação na comissão, porém, ainda não altera as penas em vigor.

A CNN Brasil noticiou a deliberação nesta terça-feira. A data da aprovação, a autoria e a necessidade de análise pelo Plenário estão confirmadas na ficha oficial de tramitação do PL 1834/2023.

Troca de etiquetas de bagagens motivou a proposta

Na justificativa apresentada por Jordy, o exemplo é o caso de duas brasileiras presas na Alemanha em 2023 depois que bagagens com drogas receberam etiquetas com seus nomes. A Agência Câmara registrou essa motivação ao informar a aprovação anterior na Comissão de Segurança Pública.

O mecanismo ilustra a situação que o projeto procura alcançar: a identificação de um passageiro seria usada para vinculá-lo a uma carga ilícita que ele desconheceria. O foco do projeto é agravar a punição de quem usa o artifício para atribuir o crime a um terceiro inocente.

O que falta para a mudança virar lei

O projeto tramita em regime ordinário e está sujeito à apreciação do Plenário. Por isso, a decisão da CCJ representa uma etapa do processo legislativo. A alteração depende das demais votações no Congresso e da conclusão da fase de sanção ou veto presidencial.

A relatora na CCJ, Julia Zanatta, apresentou parecer pela constitucionalidade, juridicidade, técnica legislativa e aprovação do mérito. Essa foi a posição acolhida pela comissão nesta terça-feira, conforme o registro oficial da Câmara.

Perguntas frequentes

O aumento de pena para quem envolve um inocente no tráfico já está valendo?

Não. O PL 1834/2023 foi aprovado na CCJ, mas ainda depende do Plenário e das demais etapas legislativas.

Quem apresentou o projeto sobre fraude em crimes de drogas?

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) apresentou o projeto em 12 de abril de 2023.

O projeto trata da troca de etiquetas de malas?

Sim. Esse é um exemplo da fraude que a proposta busca alcançar, embora o texto também abranja outros artifícios para responsabilizar inocentes.

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