Na noite de 31 de maio de 2026, um domingo tranquilo na zona rural de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, o influenciador Mayk Leão — conhecido por cuidar de quase 300 animais em sua chácara — saiu para investigar um comportamento estranho dos seus bichos.
O que ele gravou com o celular nas horas seguintes colocaria o município paranaense no centro do debate ufológico mundial.
Animais agitados, cerca derrubada e luzes no céu
Tudo começou antes do registro noturno. Os animais da propriedade ficaram extremamente agitados — cavalos reunidos, encarando um ponto fixo, e aves vocalizando de forma incomum. Mayk encontrou também uma cerca elétrica derrubada, sem causa aparente.
Ao olhar para o céu, ele registrou com zoom máximo do iPhone 15 um objeto luminoso pairando sobre uma área próxima a um rio, na direção de São Luís do Purunã. Nas imagens, publicadas no Instagram, é possível ver um conjunto de luzes brilhantes à distância.
“Ele ficou pairado sobre o rio e depois apagou as luzes. Eu acredito que tinha entre 50 e 70 metros. Não era algo pequeno.” — Mayk Leão, ao Band Paraná
Em relatos posteriores, Mayk acrescentou que o objeto passou sobre o sítio sem emitir ruído de motor, mas com um som metálico que ele comparou ao barulho de uma corrente de navio ou algo ancorando — sons captados em alguns vídeos e amplificados por seguidores nas redes.
De 40 mil para 1,3 milhão de seguidores em dias
A repercussão foi imediata e extraordinária. Em poucos dias, Mayk saltou de cerca de 40 mil para mais de 1,3 milhão de seguidores no Instagram, tornando-se um dos perfis de crescimento mais acelerado de 2026 no Brasil, segundo o Jornal de Brasília.
O caso foi exibido no Bora Paraná, no G1, em emissoras de alcance nacional e repercutiu internacionalmente em portais especializados em UAP/OVNI.
O que se sabe até agora
- Avistamento ocorreu na noite de 31 de maio, na região rural de Campo Largo (PR)
- A FAB informou que nenhum objeto foi detectado pelos radares do DECEA naquela data
- A ABIN negou ter entrado em contato com o influenciador e não reconhece o documento que circulou nas redes
- Pesquisadores da Agência Nacional e Internacional de Ufologia iniciaram investigação no local
- Investigadora da MUFON Brasil afirmou ser necessário descartar explicações terrestres antes de qualquer conclusão
- Vídeos gravados com iPhone 15 em zoom máximo — limitação técnica importante para análise
O documento misterioso da ABIN — e por que é falso
No dia 2 de junho, o caso ganhou um novo e controverso capítulo. Mayk publicou nos stories um documento com cabeçalho da Presidência da República e da ABIN, identificado como um “Comunicado Oficial de Atendimento”, supostamente pedindo uma reunião presencial para orientá-lo sobre contatos de agências internacionais.
A resposta oficial foi rápida e direta.
“A ABIN não entrou em contato com o influenciador nem reconhece documento que circula nas redes sociais sobre o tema.” — Nota oficial da ABIN à revista Veja
O Portal Vigília, especializado em ufologia, analisou o documento e apontou irregularidades como link de verificação falso e proposta inconsistente com protocolos reais da agência, classificando-o como obra de um “troll”. O documento é considerado falso.
FAB: nenhum radar detectou nada
A Força Aérea Brasileira, por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), foi categórica: nenhum objeto foi identificado pelos sistemas de vigilância aérea na data do avistamento, e nenhum aeroporto local registrou ocorrências.
Especialistas apontam que a ausência de detecção radar pode ter três explicações: o objeto poderia estar em altitude muito baixa, fora do alcance dos sistemas; poderia não existir como objeto físico sólido; ou a FAB simplesmente não teria informações a divulgar.
Ufólogos entram na investigação
O coordenador regional sul da Agência Nacional e Internacional de Ufologia, Dirceu Klemba, confirmou ao D’PontaNews que a equipe iniciou o levantamento de informações logo na manhã de 1º de junho. “Nossa equipe conseguiu identificar o ponto zero”, disse ele.
Uma investigadora da MUFON Brasil, Eleni Huerta Mota, declarou publicamente que o fenômeno parece luminoso, mas que ainda é necessário descartar explicações terrestres antes de qualquer conclusão.
Ameaças, denúncia política e vaquinha que explodiu
Junto com os milhões de visualizações vieram também ameaças de morte. Mayk relatou ter recebido mensagens contra ele e sua família — algo que classificou como inexplicável diante de uma situação em que simplesmente filmou algo em sua propriedade.
No meio da turbulência, o influenciador usou o holofote para denunciar o prefeito de Campo Largo por falta de saneamento básico e estradas precárias na região onde mora.
Uma vaquinha que tinha como meta arrecadar R$ 1.500 para alimentação dos animais ultrapassou R$ 50 mil após a viralização.
O caso segue em aberto
Nenhuma autoridade confirma o que aparece nas imagens. Nenhuma investigação foi encerrada. O que existe, por ora, são vídeos gravados por um celular, relatos de sons e comportamentos animais — e uma cidade pequena do Paraná que, ao menos por alguns dias, tornou-se o epicentro da ufologia mundial.

