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Maioridade penal: Alcolumbre descarta votação nesta quarta e aguarda Câmara

Alcolumbre decide aguardar a Câmara antes de pautar a maioridade penal no Senado. Propostas têm alcances diferentes e seguem em discussão.

Maioridade penal: Alcolumbre descarta votação nesta quarta e aguarda Câmara
Davi Alcolumbre no Senado, em foto de arquivo. Foto: Ton Molina / Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou nesta quarta-feira (4) que não colocará a redução da maioridade penal em deliberação neste momento e aguardará a análise da Câmara dos Deputados. A decisão foi comunicada após conversa com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e afasta a votação que vinha sendo articulada para esta tarde.

Entenda o Caso

  • Em 3 de novembro, o Senado separou as emendas sobre maioridade penal da PEC da Segurança, por 38 votos a 36.
  • Nesta quarta-feira, governo e oposição negociavam um calendário especial para acelerar a análise no Senado.
  • Durante a sessão de 4 de novembro, Alcolumbre informou que aguardará a Câmara, onde a PEC 32/2015 é discutida em comissão especial.

Alcolumbre prioriza entendimento entre as Casas

De acordo com as reportagens da CNN Brasil e da Gazeta do Povo, Alcolumbre justificou o encaminhamento pela necessidade de preservar a relação institucional com a Câmara. O senador relatou que Motta ponderou que os deputados já discutiam o assunto havia mais tempo.

Segundo o relato de Alcolumbre reproduzido pela CNN, Motta assumiu o compromisso de avançar com a votação em novembro. Trata-se de um compromisso político, sem representar aprovação da proposta ou calendário legislativo concluído.

A decisão ocorre depois da aprovação da PEC da Segurança sem as emendas sobre maioridade penal. A separação permitiu concluir a análise daquele texto e deixou a discussão da idade penal para tramitação própria.

Propostas divergem sobre o alcance da redução

A alternativa apresentada por Camilo Santana (PT-CE) prevê responsabilização a partir dos 16 anos para crimes hediondos. A proposta de Rogério Marinho (PL-RN) estabelece 16 anos como regra geral e 14 anos para determinadas infrações graves. Nenhuma dessas alternativas equivale a uma mudança já em vigor.

Na Câmara, a comissão especial organiza a discussão da PEC 32/2015, sob relatoria de Mendonça Filho. A análise em comissão não substitui as etapas seguintes da tramitação.

Nas manifestações públicas reproduzidas pelas duas reportagens, Alcolumbre defendeu aguardar os deputados. As posições de Camilo Santana e Rogério Marinho permanecem distintas quanto aos crimes e às idades alcançados pela mudança.

Perguntas frequentes

O Senado vai votar a maioridade penal nesta quarta-feira?

Não, segundo o anúncio de Alcolumbre nesta quarta (4). Ele informou que aguardará a Câmara dos Deputados.

A PEC da Segurança já reduziu a maioridade penal?

Não. As emendas sobre o tema foram separadas e seguem em tramitação própria.

As propostas de Camilo Santana e Rogério Marinho são iguais?

Não. Elas divergem nas idades e no alcance dos crimes abrangidos pela redução.

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