Notícias

Bets no STF: audiência reúne 34 entidades e discute impactos da proibição

STF reúne órgãos públicos, clubes e associações para discutir a MP que proibiu as bets; audiência tem exposições previstas até as 17h30.

Bets no STF: audiência reúne 34 entidades e discute impactos da proibição
Luiz Fux durante sessão plenária do STF em 16 de setembro de 2026. Foto de arquivo. Foto: Alejandro Zambrana / STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (3 de novembro) uma audiência pública sobre os impactos da proibição das bets, com 34 entidades, órgãos e associações previstos no cronograma ampliado. Convocado pelo ministro Luiz Fux, o debate coloca em discussão os efeitos da Medida Provisória 1.394/2026 sobre o setor de apostas, o esporte e a sociedade.

Entenda o caso

  • Novembro de 2024: o Supremo ouviu mais de 50 especialistas e representantes de instituições sobre a Lei das Bets, de 2023.
  • 26 de outubro de 2026: Fux convocou uma nova audiência, desta vez sobre a medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa.
  • 1º de novembro: após pedido da Advocacia-Geral da União, a lista foi ampliada e passou a incluir os ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública, entre outros participantes.
  • 3 de novembro: a programação reserva dez minutos por entidade e prevê exposições de clubes pela manhã e de órgãos federais e associações à tarde.

Governo, clubes e empresas apresentam posições

A audiência foi marcada para começar às 10h, na sala de sessões da Segunda Turma, em Brasília, com transmissão pela TV e Rádio Justiça e pelo canal do tribunal no YouTube. O encerramento está previsto para as 17h30.

A ampliação da relação de convidados foi confirmada pela Agência Brasil. Além das duas pastas, entraram a Associação Brasileira de Supermercados, o Comitê Paralímpico do Brasil, a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol e o Grêmio.

O cronograma prevê a participação da Advocacia-Geral da União, da Procuradoria-Geral da República e dos ministérios da Fazenda e do Esporte. Clubes como Flamengo, Corinthians e São Paulo também têm espaço, assim como a Confederação Brasileira de Futebol e entidades do mercado de apostas.

A CNN Brasil destacou, na cobertura desta manhã, a divergência entre os argumentos econômicos apresentados por clubes e setores do comércio. As estimativas de perdas e benefícios defendidas pelos participantes são posições a serem examinadas, e não conclusões do tribunal.

Qual é o objeto da ação no Supremo?

Segundo a comunicação oficial do STF, a audiência ocorre na Ação Direta de Inconstitucionalidade 8027. A Associação Nacional de Jogos e Loterias pede que a Corte declare a inconstitucionalidade da MP e reconheça a validade da Lei das Bets. Outras três ações também questionam a medida provisória.

A audiência serve para reunir informações e argumentos para a análise judicial. Sua realização, por si só, não representa autorização para a retomada das apostas.

As posições dos envolvidos já são públicas: a associação autora contesta a proibição, enquanto o governo a defende. Ao solicitar mais participantes, a AGU sustentou que a composição inicial poderia dificultar a exposição equilibrada das diferentes perspectivas. O pedido resultou na ampliação da programação.

Perguntas frequentes

Quando acontece a audiência das bets no STF?

Em 3 de novembro de 2026, com início marcado para as 10h e encerramento previsto para as 17h30, em Brasília.

Onde assistir ao debate sobre a proibição das bets?

Na TV e Rádio Justiça e no canal oficial do STF no YouTube.

A audiência libera o funcionamento das bets?

Não. A audiência reúne manifestações para subsidiar a análise da ação; não equivale a uma decisão que derrube a proibição.

RECEBER NOTÍCIAS