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Voto distrital misto: Centrão busca votação em novembro e Motta discute transição para 2030

Lideranças do Centrão tentariam votar a mudança para o voto distrital misto ainda em novembro, segundo reportagem da CNN Brasil…

Voto distrital misto: Centrão busca votação em novembro e Motta discute transição para 2030
Hugo Motta fala à imprensa após reunião com lideranças partidárias em 28 de outubro de 2026. Foto: Reprodução TV Câmara / Câmara dos Deputados.

Lideranças do Centrão tentariam votar a mudança para o voto distrital misto ainda em novembro, segundo reportagem da CNN Brasil publicada nesta segunda-feira (2). A articulação ocorre após o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciar que pretende discutir a reforma em 2026, com transição em 2030 e implantação do novo modelo em 2034. A intenção política não equivale a uma mudança já aprovada.

Entenda o caso

  • 28 de outubro: Motta apresentou a intenção de alterar o sistema após reunião com dirigentes e líderes de partidos de centro.
  • 2 de novembro: a CNN noticiou a tentativa de acelerar as discussões ainda neste mês, em meio a resistências no PT e no PL.
  • 2030 e 2034: são os marcos discutidos para a transição e a implantação integral, condicionados à aprovação da reforma.

O que mudaria para o eleitor

O distrital misto combina a escolha de um representante de uma região com uma votação em partido ou lista partidária. O eleitor teria dois votos, diferentemente do sistema proporcional hoje utilizado para escolher deputados e vereadores.

No modelo atual, a votação dos candidatos contribui para o resultado de suas legendas. Por isso, um nome com muitos votos pode ajudar a eleger outros integrantes do mesmo partido. A reforma em discussão altera essa relação entre desempenho individual, representação territorial e força partidária.

A CNN Brasil relata que o desenho da transição ainda está em negociação. A reportagem também aponta que a lista fechada, uma das modalidades discutidas, daria às direções dos partidos a definição prévia da ordem dos candidatos. Esse detalhe depende do texto que avançar no Congresso.

Negociação ainda precisa alcançar outras bancadas

Na entrevista registrada pela Agência Câmara, em 28 de outubro, Motta informou que buscaria diálogo com as demais legendas, incluindo PT, PV, PCdoB, PL e Novo. Também anunciou a intenção de conversar com Davi Alcolumbre sobre a reforma.

O UOL, em cobertura própria da coletiva, informou que a mudança seria encaminhada por proposta de emenda à Constituição. O anúncio, portanto, abre uma negociação legislativa; não estabelece uma data garantida de votação.

O debate ocorre paralelamente às negociações pelo comando do Congresso em 2027. Os assuntos envolvem as mesmas lideranças, mas tratam de decisões diferentes: uma altera regras eleitorais; a outra define a direção das Casas.

Motta defende a busca de consenso e afirma que a mudança deve melhorar a representação do eleitor. Sua posição pública é favorável à discussão ainda neste ano; a oposição de bancadas relatada pela CNN permanece parte da negociação.

Perguntas frequentes

O voto distrital misto já foi aprovado?

Não. A articulação descrita trata de uma reforma em discussão, sem votação garantida.

Quando o novo sistema poderia começar?

O plano anunciado prevê transição em 2030 e implantação integral em 2034, se aprovado.

A mudança atingiria a eleição para presidente?

Não. Motta delimitou a discussão às eleições proporcionais do Legislativo, sem incluir os cargos majoritários.

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