O governo federal manterá uma força-tarefa para acompanhar denúncias de violência contra povos indígenas em Mato Grosso do Sul, após agenda de ministros no estado neste sábado (31 de outubro). O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional atuam em articulação com os órgãos estaduais para proteger as comunidades e encaminhar as apurações.
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Entenda o caso
- Em 28 de outubro, o Ministério Público Federal informou a abertura de procedimentos sobre relatos de ameaças e intimidações no estado.
- Em 29 de outubro, a Prefeitura de Tacuru comunicou o afastamento cautelar de servidores e a abertura de processo administrativo, conforme nota reproduzida pelo SBT News.
- Em 31 de outubro, ministros visitaram as aldeias Taquapery, em Coronel Sapucaia, e Sassoró, em Tacuru; também houve reunião com forças de segurança em Dourados.
O que o balanço de denúncias mostra
O total de 189 denúncias divulgado pelo governo exige uma distinção: ele abrange registros de todo o país relacionados às eleições de 2026, e não apenas casos envolvendo indígenas em Mato Grosso do Sul. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério dos Povos Indígenas recebeu dez denúncias, já encaminhadas aos responsáveis pelas investigações.
Na cobertura da coletiva, o Campo Grande News registrou a explicação de Eloy Terena de que quatro desses dez relatos eram de Mato Grosso do Sul. O ministro apontou indício preliminar de ligação política na ameaça à água em Tacuru; os demais casos ainda dependeriam de investigação. Denúncias recebidas não equivalem a crimes comprovados.
Como funciona a resposta do governo
De acordo com a comunicação oficial sobre a operação, a superintendência da PF em Campo Grande e cinco delegacias no interior foram orientadas a identificar relatos e adotar providências durante as 24 horas do dia. A ministra Janine Mello afirmou que a força-tarefa continuará pelo tempo necessário.
O que está em apuração em Tacuru
Segundo o Ministério Público Federal, áudios que conteriam intimidações e ameaça de envenenamento da água motivaram um pedido de informações à prefeitura, com prazo de 48 horas. O órgão busca esclarecer a autoria e a autenticidade das gravações, além das medidas para preservar serviços essenciais às comunidades, conforme a nota sobre os procedimentos instaurados.
A existência de uma ameaça sob investigação não permite afirmar que houve contaminação da água. O SBT News informou que não havia confirmação de envenenamento.
Em nota reproduzida pelo SBT News, a Prefeitura de Tacuru repudiou racismo, discriminação e ameaças, informou o afastamento cautelar de servidores e a abertura de processo administrativo, e declarou que colaborará com o MPF e a PF. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados oficialmente. O afastamento é uma medida preventiva durante a apuração.
Perguntas frequentes
As 189 denúncias são todas de indígenas de Mato Grosso do Sul?
Não. O balanço reúne registros nacionais ligados às eleições. O Ministério dos Povos Indígenas recebeu dez denúncias.
Foi confirmado envenenamento da água em Tacuru?
Não há confirmação nas informações consultadas. A ameaça e a autenticidade dos áudios estão sob investigação.
Os servidores de Tacuru foram condenados?
Não há condenação informada nas fontes consultadas. A prefeitura anunciou afastamento cautelar e processo administrativo.







