O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria contado com apoio de um ex-integrante do Mossad para deixar o Brasil pela Argentina, segundo reportagem da CNN Brasil publicada nesta sexta-feira (30). A emissora atribui a órgãos brasileiros a reconstrução do deslocamento e a avaliação de que houve planejamento anterior à viagem.
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Entenda o caso
- 27 de outubro: Flávio e a família atravessaram a fronteira entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú.
- 28 de outubro: o senador chegou à região de Miami após passagem pelo Equador.
- 30 de outubro: a CNN divulgou novos relatos sobre o apoio logístico à saída do país.
CNN aponta acompanhamento de ex-agente
Conforme a CNN Brasil, um israelense naturalizado americano, com passagem pelo serviço de inteligência de Israel, teria chegado ao Brasil em 19 de outubro e acompanhado o senador de Brasília até a Argentina.
A reportagem afirma que duas vans teriam transportado separadamente Flávio e seus familiares. O ex-agente estaria no veículo do parlamentar. A emissora não identifica esse homem nem disponibiliza a íntegra dos registros citados; os detalhes permanecem atribuídos à sua apuração.
As informações constam da reportagem de Elijonas Maia sobre a logística da saída.
Voo passou pelo Equador antes da chegada aos EUA
A reconstrução da rota também aparece em reportagem da Deutsche Welle, publicada pelo UOL. O trajeto incluiu a travessia terrestre até Puerto Iguazú e um voo particular, com parada em Guayaquil, no Equador, antes da chegada à Flórida.
O avião foi identificado como um Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly. A cobertura descreve que o percurso aéreo passou por países vizinhos, sem utilizar o espaço aéreo brasileiro.
A chegada do senador e de seus familiares já havia sido abordada pelo portal na notícia sobre Flávio nos Estados Unidos e o anúncio de vistos.
Argentina afirmou que entrada ocorreu com documentos válidos
Em comunicado reproduzido pela Deutsche Welle, a Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que a família apresentou documentação válida e não enfrentava impedimento legal para entrar em território argentino.
Segundo o órgão, a travessia pela Ponte Internacional Tancredo Neves foi registrada às 22h50 de terça-feira (27). Essa manifestação trata das condições de ingresso na Argentina; não esclarece, por si só, todas as circunstâncias da saída do Brasil. A versão consta da reconstituição da viagem e da posição migratória argentina.
Relatos sobre apoio estrangeiro exigem esclarecimentos
A identificação de um ex-integrante de um serviço de inteligência não demonstra, por si só, participação institucional desse órgão. O relato da CNN tampouco substitui uma conclusão judicial sobre responsabilidades.
Não foi localizada, nas fontes consultadas, resposta específica da defesa de Flávio à nova alegação de acompanhamento por um ex-agente do Mossad. O espaço permanece aberto e será atualizado com manifestações oficiais.
Perguntas frequentes
Qual foi a rota de Flávio Bolsonaro até os Estados Unidos?
A viagem passou por Puerto Iguazú, na Argentina, e Guayaquil, no Equador, antes da chegada à Flórida.
Foi confirmada uma operação oficial do Mossad?
Não. A CNN relata a suposta atuação de um ex-integrante; isso não comprova participação institucional do serviço israelense.
O que disse a imigração argentina?
O órgão afirmou que a família apresentou documentos válidos e não tinha impedimento legal para entrar no país.







