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EUA incluem 43 empresas chinesas em lista que restringe importações

EUA incluem 43 empresas chinesas em lista que restringe importações ligadas a trabalho forçado, na maior expansão do mecanismo desde 2021.

EUA incluem 43 empresas chinesas em lista que restringe importações
Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa. Foto: Reuters/Maxim Shemetov

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) anunciou a inclusão de 43 empresas chinesas na lista de entidades sancionadas pela Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur (UFLPA).

A medida, anunciada na sexta-feira (31/07) e em vigor desde segunda-feira (3/08), representa a maior expansão da lista desde a criação do mecanismo, em 2021.

O que muda com a inclusão

Com a expansão, o número total de empresas na lista sobe de 144 para 187, um aumento de 30% em uma única atualização.

Segundo o DHS, as empresas incluídas atuam em setores como alumínio, vestuário, cobre, algodão e processamento de tomate, além de eletrônicos e metais em geral.

A inclusão na lista cria uma presunção legal: produtos fabricados, total ou parcialmente, por essas empresas passam a ser considerados fruto de trabalho forçado.

Na prática, isso proíbe a entrada desses produtos nos Estados Unidos, a menos que o importador prove o contrário perante as autoridades alfandegárias americanas.

Por que as empresas foram incluídas

De acordo com o governo americano, as empresas teriam obtido materiais da região de Xinjiang, no noroeste da China, ou participado de programas de realocação e contratação de uigures, cazaques, quirguizes e outros grupos étnicos da região.

A China nega recorrentemente as acusações de trabalho forçado contra uigures e outras minorias muçulmanas em Xinjiang, e classifica as sanções americanas como uma ruptura no entendimento comercial entre os dois países.

A atualização também marca a primeira vez que empresas são incluídas na lista desde o início do atual governo americano, sob o presidente Donald Trump.

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Contexto

A Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur foi sancionada em dezembro de 2021 e cria uma lista de entidades chinesas suspeitas de usar mão de obra forçada em cadeias de fornecimento.

Desde então, a lista já passou por diversas expansões, mas nenhuma havia adicionado tantas empresas de uma só vez quanto a atualização anunciada neste mês.