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China e Índia retomam comércio de fronteira após seis anos de interrupção

China e Índia retomam comércio fronteiriço pelas passagens históricas de Nathu La e Shipki La, após seis anos de interrupção, num sinal de reaproximação regional.

China e Índia retomam comércio de fronteira após seis anos de interrupção
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o presidente da China, Xi Jinping. Foto: Doordarshan/Reuters

China e Índia retomaram o comércio tradicional em passagens históricas na fronteira dos dois países, depois de seis anos com as rotas fechadas.

A reabertura das passagens de Nathu La, Shipki La e Lipulekh é vista como um símbolo do avanço da confiança entre as duas maiores nações da Ásia e do fortalecimento da integração regional.

A reabertura da passagem de Nathu La

Fechada desde 2020, a passagem de Nathu La está situada a 4.545 metros de altitude e já foi uma das principais rotas da antiga Rota da Seda, ligando a China ao Sul da Ásia.

Antes da suspensão das atividades em 2019, o comércio realizado por ali movimentava cerca de 73 milhões de yuans por ano, o equivalente a aproximadamente US$ 10,8 milhões.

Segundo o pesquisador Gong Shijun, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, o comércio fronteiriço contribui para estabilizar o crescimento econômico das regiões próximas à fronteira.

Comerciantes locais retomam a rota de Shipki La

No estado indiano de Himachal Pradesh, a passagem de Shipki La, no distrito de Kinnaur, também voltou a operar depois de seis anos, no último sábado (1º).

A primeira leva reuniu 16 comerciantes de aldeias da região, como Namgia, Chuppan, Nako e Chango, numa expedição comercial que durou 72 horas.

Nessa rota, o comércio segue moldes tradicionais, com trocas feitas por escambo entre comunidades dos dois lados do Himalaia, prática que há gerações sustenta a economia local.

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Contexto

As relações entre China e Índia se deterioraram fortemente em 2020, depois de um confronto militar no vale de Galwan, na região do Himalaia, que matou quatro soldados chineses e vinte indianos.

O episódio suspendeu o diálogo entre os dois países por anos, até que, em 2024, as partes assinaram um acordo para reduzir tensões e retomar o patrulhamento combinado da fronteira.

Em 2025, uma nova rodada de negociações permitiu a reabertura de três mercados tradicionais de fronteira, preparando o caminho para a retomada definitiva do comércio em 2026.