China e Índia retomaram o comércio tradicional em passagens históricas na fronteira dos dois países, depois de seis anos com as rotas fechadas.
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A reabertura das passagens de Nathu La, Shipki La e Lipulekh é vista como um símbolo do avanço da confiança entre as duas maiores nações da Ásia e do fortalecimento da integração regional.
A reabertura da passagem de Nathu La
Fechada desde 2020, a passagem de Nathu La está situada a 4.545 metros de altitude e já foi uma das principais rotas da antiga Rota da Seda, ligando a China ao Sul da Ásia.
Antes da suspensão das atividades em 2019, o comércio realizado por ali movimentava cerca de 73 milhões de yuans por ano, o equivalente a aproximadamente US$ 10,8 milhões.
Segundo o pesquisador Gong Shijun, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, o comércio fronteiriço contribui para estabilizar o crescimento econômico das regiões próximas à fronteira.
Comerciantes locais retomam a rota de Shipki La
No estado indiano de Himachal Pradesh, a passagem de Shipki La, no distrito de Kinnaur, também voltou a operar depois de seis anos, no último sábado (1º).
A primeira leva reuniu 16 comerciantes de aldeias da região, como Namgia, Chuppan, Nako e Chango, numa expedição comercial que durou 72 horas.
Nessa rota, o comércio segue moldes tradicionais, com trocas feitas por escambo entre comunidades dos dois lados do Himalaia, prática que há gerações sustenta a economia local.
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Contexto
As relações entre China e Índia se deterioraram fortemente em 2020, depois de um confronto militar no vale de Galwan, na região do Himalaia, que matou quatro soldados chineses e vinte indianos.
O episódio suspendeu o diálogo entre os dois países por anos, até que, em 2024, as partes assinaram um acordo para reduzir tensões e retomar o patrulhamento combinado da fronteira.
Em 2025, uma nova rodada de negociações permitiu a reabertura de três mercados tradicionais de fronteira, preparando o caminho para a retomada definitiva do comércio em 2026.






