O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) abriu uma urna eletrônica para demonstração pública, mostrando a estrutura interna e os mecanismos de segurança do equipamento usado nas eleições.
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A apresentação faz parte da preparação para as eleições de outubro deste ano e busca reforçar a confiança da população no sistema de votação eletrônica.
O que foi mostrado na demonstração
O secretário de Tecnologia da Informação do TRE, Michel Kovacs, apresentou a placa-mãe, a estrutura interna e os mecanismos de segurança da urna eletrônica ao público presente.
Segundo ele, a urna tem barreiras físicas e digitais que impedem fraudes. Mesmo durante a fase de produção, o próprio fabricante não tem controle total sobre o equipamento.
Componentes de segurança específicos exigem procedimentos rigorosos para que as urnas sejam ativadas somente depois de saírem da fábrica.
Por que não volta o voto em papel
Questionado sobre a possibilidade de retorno da votação em papel, Kovacs explicou que a urna eletrônica foi introduzida no Brasil em 1996 justamente para erradicar fraudes sistemáticas da época da cédula impressa.
Ele citou casos antigos de adulteração na apuração em papel, como sumiço de votos e rasuras em cédulas, além de destacar que esse método de contagem é caro, demorado e mais suscetível a erros humanos ou fraudes intencionais nas planilhas.
Fala do presidente do TRE-RJ
O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, afirmou que a legitimidade da urna eletrônica é inquestionável.
“Isso não é conveniência tecnológica, isso é a soberania popular”, disse Tavares durante o evento.
Segundo ele, não existe no país um sistema mais aberto, inspecionado e testado, já que o código-fonte é examinado por partidos políticos, pela OAB, pelo Ministério Público, por universidades e pelas Forças Armadas.
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Contexto
A demonstração do TRE-RJ ocorre num momento de debate público sobre a segurança das urnas, alimentado por questionamentos recorrentes de setores políticos ao longo dos últimos anos.
As eleições gerais de 2026, que vão definir presidente, governadores, senadores e deputados, estão marcadas para outubro.






