O balanço do terremoto que atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, na terça-feira (28), subiu para pelo menos 13 mortos, segundo o governo japonês.
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Outras cinco pessoas são consideradas possíveis vítimas fatais, e as autoridades esperam que o número aumente à medida que avançam as buscas por desaparecidos.
Explosão em shopping center
O abalo, de magnitude 7,1 segundo a Agência Meteorológica do Japão, provocou uma explosão no shopping Aeon Mall, um dos maiores da região, cerca de uma hora depois do tremor.
Funcionários conseguiram evacuar em segurança cerca de 200 clientes antes da explosão, que arrancou paredes externas do prédio e expôs a estrutura metálica do edifício.
Testemunhas relataram cheiro de gás pouco antes do estouro, mas a causa exata da explosão ainda não foi confirmada. Entre 20 e 30 funcionários do shopping seguem desaparecidos.
O centro comercial havia reaberto em 13 de junho, após anos de reconstrução com reforços estruturais, símbolo da recuperação da região depois do terremoto de 2016.
Buscas continuam
Equipes de bombeiros, policiais e militares das Forças de Autodefesa seguem em busca de sobreviventes, num trabalho por vezes interrompido pelas réplicas do tremor principal.
O terremoto atingiu o nível máximo da escala japonesa de intensidade sísmica, o Shindo 7, e chegou a ser sentido do outro lado do mar, na Coreia do Sul.
O serviço de trem-bala Kyushu Shinkansen segue suspenso, enquanto equipes avaliam danos a trilhos, pontes e rodovias na região atingida.
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Contexto
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) chegou a registrar a mesma magnitude de 7,1, revisando posteriormente a medição para 6,8, uma diferença comum entre os institutos sísmicos logo após um terremoto.
Kumamoto já havia sido palco de uma tragédia sísmica grave em abril de 2016, quando dois terremotos em sequência deixaram 273 mortos e mais de 2,8 mil feridos na região.




