Adolfo Sachsida, integrante da coordenação econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quinta-feira (8) que um eventual governo do candidato não privatizaria Petrobras, Banco do Brasil e Caixa. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele também prometeu preservar e fortalecer o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
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A declaração, relatada pela CNN Brasil e confirmada em coberturas independentes do UOL e da Reuters, publicada pelo Terra, é um compromisso de campanha, não uma medida já aprovada. Sachsida não apresentou nesse pronunciamento uma lista completa de estatais nem detalhou como financiaria a ampliação prometida dos programas.
O que Sachsida disse sobre as estatais
Ao se dirigir a trabalhadores das três empresas, o economista descartou a venda de Petrobras, Banco do Brasil e Caixa e disse que pretende melhorar a gestão delas. A formulação é específica para essas companhias. Ela não equivale a descartar toda e qualquer privatização em um eventual governo Flávio Bolsonaro.
Sachsida apresentou a fala como resposta a informações que considera falsas. A reportagem da CNN registra ainda a promessa de reduzir impostos e burocracia para empresas. São posições anunciadas por um representante da campanha; sua execução dependeria de uma eventual vitória eleitoral, das propostas formalizadas e, conforme o caso, de decisões do Congresso.
Bolsa Família, BPC e ajuste fiscal
O coordenador econômico disse que o Bolsa Família e o BPC seriam mantidos e fortalecidos. Na mesma mensagem, afirmou que buscaria equilíbrio das contas públicas por meio de cortes no que chamou de excessos do governo atual, citando a estrutura ministerial e remunerações elevadas no serviço público. Não houve, nessa declaração, apresentação de valores, calendário ou texto de projeto que permitam calcular os efeitos dessas promessas sobre os benefícios.
O posicionamento surge em meio a reportagens sobre propostas em discussão no entorno da candidatura. Essas conversas de bastidor não devem ser confundidas automaticamente com um plano de governo aprovado. O próprio Sachsida se comprometeu publicamente com a manutenção dos programas, enquanto a CNN descreveu estudos de ajuste fiscal ainda condicionados ao resultado da eleição. A diferença entre estudo, promessa e proposta formal é decisiva para avaliar o que pode de fato mudar.
A campanha já havia feito outra promessa na área de renda: Flávio Bolsonaro falou em ganho real para aposentados sem apresentar fórmula. As declarações devem ser acompanhadas pela publicação de medidas detalhadas, sem tratar metas políticas como benefícios garantidos.







