Depois de receber o apoio do Podemos em Brasília, nesta quinta-feira (8), Flávio Bolsonaro (PL) prometeu dar ganho acima da inflação às aposentadorias caso vença a disputa presidencial. Ele falou com jornalistas ao fim do encontro. Trata-se de uma promessa de campanha: nenhuma nova regra para os benefícios foi aprovada ou detalhada.
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Ao ser perguntado se concederia ganho real aos aposentados, o candidato respondeu que sim, conforme registraram a CNN Brasil e a Reuters. Ele negou que faria economia mediante cortes nos benefícios de quem mais precisa. Nas declarações divulgadas, não detalhou fórmula de reajuste, estimativa de custo nem texto de proposta que permita calcular o efeito da promessa para cada faixa de aposentadoria.
O que está confirmado e o que ainda é proposta
A resposta pública do candidato ocorreu na mesma coletiva do anúncio de apoio do Podemos. O Poder360, que acompanhou o encontro, também registrou a negativa de desindexar a Previdência e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A fala não equivale a uma alteração já vigente nos pagamentos do INSS.
O tema entrou na campanha depois que a Folha de S.Paulo noticiou discussões na equipe econômica sobre limitar a correção de benefícios à inflação. Trata-se de um plano atribuído a integrantes da equipe, não de medida anunciada pelo candidato. Na entrevista desta quinta, Flávio defendeu posição diferente em público. As duas informações precisam ser distinguidas até que a campanha apresente um programa com regras e custos verificáveis.
O que aposentados devem observar
O anúncio não muda o valor, o calendário nem as regras dos benefícios atuais. Para avaliar a promessa, ainda será necessário saber se ela abrangeria todos os aposentados ou apenas quem recebe o piso, qual índice seria usado, a partir de quando valeria e como seria financiada. Sem esses elementos, não é possível afirmar quanto cada segurado ganharia.







