A nova pesquisa PoderData/Aya mostra Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos no segundo turno, contra 48% de Lula. A vantagem de quatro pontos aparece a seis dias da votação e marca a retomada da liderança numérica do candidato do PL depois de uma rodada em que os dois estavam empatados.
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O levantamento foi realizado entre 16 e 18 de outubro, com 3.000 entrevistas por telefone em 695 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%, e a pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-02586/2026.
O que mudou em três dias
Na rodada anterior do mesmo instituto, Flávio e Lula apareciam com 50% cada um dos votos válidos. A nova leitura indica uma mudança no equilíbrio da disputa, mas não permite afirmar que um único acontecimento tenha produzido o movimento.
O PoderData relaciona a oscilação ao conjunto de fatos da campanha, incluindo a mobilização de apoiadores, a propaganda eleitoral e o debate público provocado por declarações recentes. A entrevista de Roberta Luchsinger à CNN também aparece como um dos acontecimentos que movimentaram as redes sociais, mas a própria pesquisa não prova uma relação causal entre a entrevista e a variação nas intenções de voto.
O instituto acertou o primeiro turno?
O PoderData teve um acerto parcial na primeira etapa da eleição. A pesquisa final citada pelo Poder360 projetou Lula em aproximadamente 45%, resultado próximo dos 45,16% registrados nas urnas. Já Flávio foi estimado em cerca de 43%, abaixo dos 47,03% que obteve no primeiro turno.
Por isso, não é correto dizer que o instituto acertou integralmente o primeiro turno. O dado que pode ser destacado é a proximidade da estimativa para Lula e a identificação de uma disputa competitiva, enquanto a votação de Flávio acabou sendo subestimada.
Pesquisa não define o resultado
A diferença de quatro pontos está acima da margem de erro deste levantamento, mas o resultado continua sendo um retrato do período em que as entrevistas foram feitas. Novos debates, acontecimentos de campanha, decisões dos eleitores e abstenções ainda podem alterar o cenário até a votação de 25 de outubro.
A eleição será decidida nas urnas, e nenhuma pesquisa substitui a apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral.







