O petróleo Brent disparou mais de 4% nesta segunda-feira (13), negociado perto de US$ 79 o barril, depois de uma nova rodada de ataques entre Estados Unidos e Irã reacender o risco sobre o Estreito de Ormuz.
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No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 1,2%, a 175.739 pontos, mesmo com a forte alta das ações da Petrobras, que ajudaram a conter perdas maiores do índice.
O que aconteceu no fim de semana
A Guarda Revolucionária do Irã informou ter atacado instalações militares dos Estados Unidos no Barein e no Kuwait, destruído sistemas de radar em Omã e atingido depósitos de combustível e munição na Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia.
As Forças Armadas dos EUA, por sua vez, afirmaram ter atingido sistemas de defesa aérea iranianos, estações de radar costeiras e capacidades de mísseis e drones. Teerã voltou a declarar o Estreito de Ormuz fechado, informação contestada pelos militares americanos.
Reflexos nos mercados
Os contratos futuros do Brent avançavam cerca de US$ 3,10 nesta segunda, enquanto o WTI, referência americana, superava US$ 74 o barril.
Na Bolsa brasileira, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram 2,72%, e as ordinárias (PETR3), 3,10%. Prio e PetroRecôncavo também subiram. Do lado oposto, papéis sensíveis a juros, como Direcional e MRV, caíram mais de 3%, pressionados pelo temor de inflação mais alta.
O dólar fechou em alta, cotado a R$ 5,13, enquanto os juros futuros também subiram, refletindo a preocupação do mercado com o efeito do petróleo mais caro sobre os preços.
“A guerra pode até acontecer longe das bolsas, mas nunca longe dos preços.” — Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos
Trump propõe que EUA sejam “guardiões” do estreito
O presidente americano, Donald Trump, publicou em sua rede social que os Estados Unidos devem assumir o controle do Estreito de Ormuz como “guardiões”, cobrando um pedágio de 20% sobre toda a carga que passar pela região.
A Organização Marítima Internacional (OMI), da ONU, disse aguardar mais detalhes da proposta, mas afirmou se opor à cobrança de taxas para a passagem em estreitos usados pela navegação internacional.
Contexto
O conflito entre Estados Unidos e Irã começou em 28 de fevereiro deste ano e já levou o petróleo a ser negociado acima de US$ 120 o barril em momentos anteriores de maior escalada.
Cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo transita pelo Estreito de Ormuz, o que torna qualquer ameaça à rota um fator imediato de volatilidade para os preços de energia globalmente.
Apesar da pressão externa, o Boletim Focus, divulgado nesta segunda, trouxe uma notícia mais favorável: a expectativa de inflação para 2026 recuou de 5,30% para 5,16%.
Acompanhe os desdobramentos do conflito na editoria de notícias do A Folha Hoje.





