O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) iniciou, na noite deste sábado (11), a terceira rodada de ataques contra o Irã nesta semana.
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A ofensiva, determinada pelo presidente Donald Trump, respondeu a um ataque da Guarda Revolucionária iraniana (IRGC) contra um navio comercial no Estreito de Ormuz.
Ataque ao navio GFS Galaxy
O alvo do ataque iraniano foi o M/V GFS Galaxy, navio porta-contêineres de bandeira do Chipre que atravessava o estreito, segundo comunicado do Centcom.
Um tripulante civil está desaparecido. A embarcação ficou impedida de seguir viagem após um incêndio a bordo e danos graves na casa de máquinas.
A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que o ataque provocou um incêndio e forçou a tripulação a abandonar o navio em botes salva-vidas.
O incidente ocorreu cerca de 17 quilômetros a leste da Península de Musandam, território de Omã, segundo a UKMTO.
Fechamento do Estreito de Ormuz
Horas antes do ataque ao GFS Galaxy, a IRGC já havia anunciado o fechamento da via marítima por tempo indeterminado, após disparar contra outra embarcação que teria usado uma rota não autorizada.
A agência semioficial iraniana Fars informou que esse segundo navio foi atingido por um míssil de cruzeiro após ignorar ordens para recuar. Não houve confirmação independente do episódio.
O Irã não divulgou identificação, bandeira, tipo de carga ou situação da tripulação dessa embarcação, segundo a Fars.
“O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso.” — Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), em comunicado divulgado pela agência estatal Tasnim
Escalada de ataques dos EUA
O bombardeio deste sábado começou às 19h15 no horário da costa leste dos EUA (20h15 em Brasília), segundo o Centcom. O balanço da semana inclui:
- Cerca de 140 alvos militares iranianos atingidos nos ataques deste sábado, segundo o Centcom
- Mais de 300 alvos atingidos ao longo de três noites de operações nesta semana, segundo balanço da ofensiva americana
- Explosões relatadas pela mídia iraniana em Bandar Abbas, Jask, Sirik, na ilha de Qeshm e na província do Khuzistão
Não há registro imediato de pessoas feridas ou mortas nesses episódios, de acordo com a mídia iraniana.
Diplomacia em meio à escalada
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, esteve neste sábado em Mascate para discutir mecanismos de segurança à navegação com autoridades de Omã.
O governo de Omã propôs duas rotas alternativas de navegação pelo estreito, em meio às tratativas com o Irã sobre a crise marítima.
Acompanhe a cobertura completa do conflito no A Folha Hoje, com atualizações sobre os desdobramentos no Oriente Médio.
Contexto
O conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã começou em fevereiro de 2026 e já provocou milhares de mortes na região, segundo balanços de agências humanitárias.
Em 17 de junho, Washington e Teerã assinaram um memorando para encerrar a guerra em até 60 dias por meio de um cessar-fogo.
Trump chegou a declarar, em diversas ocasiões, que o acordo havia sido encerrado devido a ataques iranianos contra navios, mas manteve as negociações abertas.
Na última sexta-feira, Trump acusou o governo iraniano de planejar seu assassinato e prometeu represália caso o plano se confirme.





