O valor médio da cesta básica em Aracaju fechou junho em R$ 630,40, o que representa alta de 13,12% na comparação com junho de 2025. O dado é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e analisada pelo Observatório da Indústria do Sistema Fies.
Publicidade
Apesar da alta anual, o levantamento mostrou uma trégua no curto prazo: na comparação com o mês maio, o custo da cesta em Aracaju recuou 3,42%. No acumulado do primeiro semestre de 2026, porém, a alta chega a 16,85%, um dos indicadores que a população sente diretamente no bolso ao fazer compras no mês.
Aracaju segue com a cesta mais barata do país
Mesmo com a alta, Aracaju manteve, em junho, o posto de capital com a cesta básica mais barata entre as 27 pesquisadas pelo Dieese, à frente de São Luís (R$ 654,73) e Maceió (R$ 671,41). No outro extremo, São Paulo (R$ 965,47), Cuiabá (R$ 937,93) e Rio de Janeiro (R$ 920,94) registraram os maiores custos do país. A distância entre a cesta mais barata e a mais cara do país chega a R$ 335,07, o equivalente a mais da metade do valor pago pelo consumidor aracajuano.
Tomate lidera as altas do ano
Entre os itens que compõem a cesta, o tomate foi o que mais pesou no bolso do aracajuano ao longo do ano: o preço subiu 57,45% em 12 meses, mesmo tendo recuado 19,33% só na comparação com maio. Já o óleo de soja teve alta mensal de 1,12%. Fatores externos também entram na conta: a alta de combustíveis e fertilizantes ligada à guerra no Oriente Médio é apontada como uma das pressões sobre o preço de alimentos no Brasil, já que boa parte dos insumos agrícolas usados no país é importada da região.
Pesquisa da Prefeitura mostra diferença de preço entre mercados
Além do indicador nacional, o Procon Aracaju divulgou sua própria pesquisa comparativa de preços, feita entre 30 de junho e 1º de julho em oito estabelecimentos de diferentes bairros da capital. O levantamento, que reuniu 57 itens entre alimentação e produtos de limpeza, mostrou variação relevante entre os pontos de venda: o arroz parbolizado foi encontrado por valores entre R$ 3,19 e R$ 4,30, o feijão carioca variou de R$ 6,59 a R$ 9,63, e a mortadela fatiada chegou a custar até três vezes mais dependendo do mercado, com preços entre R$ 11,45 e R$ 34,79 o quilo.
O órgão orienta o consumidor a pesquisar preços antes de fechar a compra do mês, e mantendo a pesquisa comparativa atualizada mensalmente e aberta ao público. O acompanhamento desse tipo de indicador faz parte da cobertura de economia e consumo em Aracaju feita pelo portal.
Contexto
Aracaju não foi a capital com a maior alta anual: Cuiabá liderou o ranking nacional, com aumento de 14,71% na comparação com junho de 2025, seguida por Aracaju (13,12%) e Belo Horizonte (12,52%). São Luís foi a única capital a registrar queda no período, de 0,09%. O cenário de preços em alta ocorre em meio à expectativa de que a taxa Selic permaneça em dois dígitos pelos próximos anos, o que tende a manter pressionado o custo de produção e distribuição de alimentos no país.





