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Tragédia ferroviária na Espanha: mortes chegam a 69 e protesto em Madri termina em confronto

O número de mortos na colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha chegou a 69 nesta quinta-feira (29),…

Tragédia ferroviária na Espanha: mortes chegam a 69 e protesto em Madri termina em confronto
Manifestantes e policiais durante protesto em Madri após acidente ferroviário, em 28 de outubro de 2026. Foto: Reuters.

O número de mortos na colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha chegou a 69 nesta quinta-feira (29), segundo o governo de Castilla-La Mancha. Na noite anterior, manifestantes entraram em confronto com a polícia em Madri durante um protesto que cobrava a renúncia do governo após o desastre.

O acidente ocorreu na quarta-feira (28), nas proximidades de Urda, na província de Toledo, na linha que liga Madri a Sevilha. Equipes de emergência continuavam trabalhando no local enquanto as autoridades investigavam as circunstâncias da colisão.

Entenda o caso

  • 28 de outubro: dois trens de alta velocidade colidiram na região de Urda, no centro da Espanha.
  • Na mesma noite: um protesto em frente ao Ministério dos Transportes, em Madri, terminou em confronto.
  • 29 de outubro: o governo regional atualizou o balanço para 69 mortos, após a localização de mais uma vítima.

Manifestantes cobram respostas sobre segurança ferroviária

Segundo a CNN Brasil, cerca de 500 pessoas se reuniram em frente ao Ministério dos Transportes na quarta-feira. Os participantes exigiam a saída do governo e criticavam as condições da infraestrutura ferroviária.

Durante o ato, alguns manifestantes lançaram garrafas e sinalizadores contra policiais. As forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar o grupo, conforme a cobertura da emissora.

O protesto ocorreu poucas horas depois do acidente, em meio à comoção pelas vítimas e à cobrança por esclarecimentos sobre a segurança da rede de alta velocidade.

Trem da Renfe atingiu composição da Iryo

A Renfe confirmou que um de seus trens AVE, que fazia o percurso entre Madri e Sevilha, se envolveu em um acidente com uma composição da Iryo entre Los Yébenes e Urda.

As informações divulgadas sobre a dinâmica apontam que o trem da Renfe atingiu a parte traseira da composição da Iryo, que estava parada.

O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que a apuração envolve uma falha no sistema de controle e uma autorização para retomada da circulação. Essas declarações apresentam uma explicação preliminar, sem substituir as conclusões das investigações.

Buscas continuam e governo decreta luto

O presidente regional, Emiliano García-Page, confirmou nesta quinta-feira que o balanço havia aumentado para 69 mortos. O governo de Castilla-La Mancha também destacou a mobilização de aproximadamente 1.300 profissionais na resposta à tragédia, conforme o comunicado oficial sobre os trabalhos de emergência.

O governo espanhol anunciou três dias de luto oficial. Na visita à região atingida, o primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que a investigação deverá esclarecer o que aconteceu e identificar eventuais negligências. A medida foi registrada pela Presidência do Governo da Espanha.

Causas e responsabilidades dependem da investigação

A análise deverá esclarecer a sequência de falhas e decisões que antecedeu o choque. As autoridades também precisarão determinar se os procedimentos de segurança foram cumpridos e quais fatores impediram que a colisão fosse evitada.

As cobranças dos manifestantes expressam insatisfação política com o desastre. A definição de responsabilidades individuais ou institucionais, entretanto, depende da investigação técnica e judicial.

Perguntas frequentes

Quantas pessoas morreram no acidente de trem na Espanha?

O balanço divulgado pelo governo regional nesta quinta-feira (29) era de 69 mortos.

Onde aconteceu a colisão?

Entre Los Yébenes e Urda, na província de Toledo, na linha de alta velocidade Madri–Sevilha.

Por que houve protesto em Madri?

Manifestantes cobravam a renúncia do governo e respostas sobre a segurança ferroviária após o acidente.

Assista à reportagem

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