O advogado Luis Felipe Cunha, primeiro suplente de Sergio Moro no Senado, filiou-se ao PL nesta quinta-feira (8), em Brasília. A mudança partidária foi formalizada num ato com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Cunha estava no União Brasil e deve ocupar a cadeira de Moro quando o senador deixar o mandato para assumir o governo do Paraná.
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A CNN Brasil noticiou a filiação e a presença das lideranças no encontro. A Folha de S.Paulo também acompanhou o ato e mostrou a ficha assinada. A filiação ocorreu agora; a posse de Cunha no Senado ainda depende da saída efetiva de Moro.
O que muda com a filiação
Cunha passará a integrar o mesmo partido de Moro quando assumir a representação do Paraná no Senado. A mudança aproxima formalmente o futuro ocupante da cadeira da direção nacional do PL, mas não altera, por si só, quem exerce o mandato nesta quinta-feira: Moro continua senador até a desocupação do cargo.
Eleito governador do Paraná no primeiro turno, em 4 de outubro, Moro deve deixar o Senado para tomar posse no Executivo estadual em janeiro de 2027. A Folha registra que ainda não está definido se o suplente assumirá antes dessa posse ou apenas quando ela ocorrer. Portanto, uma data exata de início do mandato de Cunha não está confirmada.
Quem é Luis Felipe Cunha
Aos 47 anos, o advogado e empresário ainda não exerceu mandato eletivo. Ele foi primeiro suplente na chapa de Moro ao Senado em 2022 e participou da articulação política do ex-juiz. Segundo o perfil publicado pela CNN Brasil, Cunha mora em Curitiba desde 1994, formou-se em Direito pela PUC-PR e integrou o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB no estado.
A filiação foi registrada em fotografia divulgada pela assessoria de Sergio Moro, na qual Cunha exibe a ficha ao lado de dirigentes e aliados. O ato confirma a troca de partido, mas não representa uma votação ou uma posse antecipada no Senado.
Como fica a representação do Paraná
A composição da bancada paranaense em 2027 ainda exige cuidado na descrição. A disputa pelo registro da candidatura de Deltan Dallagnol, por exemplo, permaneceu sem decisão final no TSE nesta quinta-feira. A entrada de Cunha na cadeira hoje ocupada por Moro é uma consequência prevista da mudança do senador para o governo, mas a data e os demais integrantes da bancada devem ser confirmados à medida que os atos formais forem concluídos.







