A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão em uma residência no bairro Aeroporto, em Aracaju, nesta quarta-feira (7), durante a Operação Atestado Viciado II. A ação apura suspeitas de uso de atestados e laudos médicos falsificados em pedidos de benefícios assistenciais para pessoas com deficiência.
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Segundo a Polícia Federal, a investigação identificou 19 requerimentos sob suspeita até agora. A Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária estima em cerca de R$ 650 mil o prejuízo apurado nesta etapa. O valor é uma estimativa da investigação, não uma quantia definitivamente comprovada em sentença.
O que a investigação apura
A PF afirma que os documentos apresentados nos pedidos eram atribuídos a médicos psiquiatras e neurologistas. Consultados formalmente, esses profissionais negaram ter elaborado os laudos, de acordo com a corporação. A operação teve apoio da Seção de Inteligência da Previdência Social em Sergipe.
A apuração também envolve uma advogada que, conforme a PF, teria agendado perícias apresentando-se como parente de segurados. Em pelo menos uma avaliação, o marido dela teria se identificado como irmão de uma pessoa periciada. Essas condutas são alegações investigadas; a nota pública não informa condenação dos envolvidos. A A8 Sergipe também noticiou o cumprimento dos mandados e o número de pedidos sob análise, atribuindo os detalhes à investigação policial.
Nova fase de operação em Aracaju
O nome Atestado Viciado II indica uma nova fase da apuração. Em abril, a PF já havia realizado a primeira Operação Atestado Viciado em Aracaju, em outro endereço. A ação desta quarta-feira ocorreu no bairro Aeroporto e trata dos 19 requerimentos identificados na investigação atual.
Os mandados servem à coleta de elementos para a investigação; por si só, não estabelecem a culpa das pessoas investigadas. A PF não divulgou, na nota consultada, uma conclusão sobre todos os pedidos nem informação sobre denúncia recebida pela Justiça nesta nova fase.






