O MDB tenta reunir uma maioria de seus diretórios estaduais em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial. O presidente da sigla, Baleia Rossi, disse à CNN Brasil que a expectativa é formar essa maioria, em uma articulação que também envolve o governador paulista Tarcísio de Freitas e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
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A articulação não equivale a um apoio nacional já oficializado. Baleia ainda consulta lideranças estaduais antes de anunciar uma posição, segundo apuração do SBT News. Há setores do partido com posições diferentes; por isso, o movimento nos diretórios não deve ser apresentado como unanimidade do MDB.
O que está sendo negociado
Segundo a reportagem da CNN, Baleia trabalha para alcançar o apoio de ao menos 17 diretórios estaduais. A mesma apuração atribui a Tarcísio um papel central na aproximação e informa que Ricardo Nunes organiza uma manifestação pública com presidentes estaduais para a próxima semana. Essas iniciativas são passos da negociação, não a decisão final da sigla.
O SBT News também relata que o presidente do MDB está ouvindo os diretórios antes de formalizar qualquer anúncio. As duas coberturas convergem sobre a existência da articulação, mas o número de apoios e a data de um eventual ato ainda dependem da confirmação das instâncias partidárias.
Por que o apoio pode não ser uniforme
O MDB reúne lideranças com alianças distintas nos estados. Em entrevista divulgada pelo próprio partido em fevereiro, Baleia já defendia que a posição eleitoral fosse construída a partir da base. Essa declaração ajuda a entender o peso da consulta aos diretórios, mas não confirma que a sigla tenha decidido hoje apoiar Flávio.
Para o eleitor, a diferença é simples: dirigentes e diretórios podem declarar preferência individual ou regional; um posicionamento nacional requer anúncio claro do partido. Até lá, a notícia é sobre a disputa por apoio dentro do MDB. A formação de maioria estadual também não obriga cada liderança local a participar da campanha. Uma eventual decisão formal deverá ser noticiada como novo desenvolvimento, sem antecipá-la.







