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Fachin envia à PF relatório sobre ameaças contra Flávio Dino

Polícia Judicial do STF encaminhou avaliação de segurança à Polícia Federal após Dino divulgar mensagens com ameaças nas redes sociais.

Fachin envia à PF relatório sobre ameaças contra Flávio Dino
Arte: A Folha Hoje.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, encaminhou à Polícia Federal uma avaliação técnica de segurança sobre ameaças contra o ministro Flávio Dino. O envio ocorreu nesta sexta-feira (9), segundo nota da Corte relatada pela CNN Brasil.

A Polícia Judicial do STF enviou o documento para conhecimento da corporação e adoção das medidas consideradas cabíveis. A providência foi anunciada depois de Dino divulgar trechos de um relatório interno com mensagens de violência contra integrantes do tribunal, conforme a reportagem do Metrópoles.

O que foi encaminhado à Polícia Federal

As duas reportagens descrevem o documento como uma avaliação técnica de segurança produzida pela Polícia Judicial do tribunal. Na nota citada pelos veículos, o STF informou que Fachin adotou as providências cabíveis e que a Corte permanece atenta à segurança de seus ministros, em articulação com os órgãos competentes.

O encaminhamento à PF foi anunciado para que a corporação avalie as medidas cabíveis. As informações divulgadas não apresentam uma decisão da Polícia Federal de instaurar inquérito nem identificam responsáveis pelas mensagens.

Mensagens divulgadas por Dino

Segundo a CNN, os trechos apresentados pelo ministro reproduzem publicações feitas em outubro com referências a fuzilamento, enforcamento e outras formas de violência. O relatório citado na reportagem aponta o X, antigo Twitter, como a rede com maior volume e proporção de publicações hostis contra ministros.

Ao comentar as mensagens, Dino associou as ameaças à repetição de informações falsas e a discursos de incitação à violência. Essa avaliação foi expressa pelo ministro em sua manifestação pública, reproduzida pelas reportagens.

O ministro também afirmou que as ameaças não vão alterar sua atuação profissional. Ele defendeu que discordâncias de decisões judiciais sejam apresentadas aos colegiados competentes e alertou para o risco de intimidações comprometerem a independência do Judiciário.

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