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Bancários fazem greve de 24 horas por reajuste salarial

Categoria rejeita proposta da Fenaban sem índice de reajuste e faz paralisação nacional de 24 horas.

Bancários fazem greve de 24 horas por reajuste salarial
Arte ilustrativa sobre a greve de 24 horas dos bancários por reajuste salarial. Arte: A Folha Hoje (ilustração gerada por IA)

Bancários de todo o país cruzaram os braços nesta quinta-feira (20), numa paralisação nacional de 24 horas dentro da Campanha Salarial 2026 da categoria.

A mobilização foi aprovada em assembleias depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta mais recente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), por não trazer um índice concreto de reajuste salarial.

Por que os bancários entraram em greve

Em assembleias realizadas na segunda-feira (17), a categoria rejeitou uma proposta da Fenaban que previa reajustes diferentes por faixa salarial e o congelamento do piso de ingresso para novos contratados. A decisão de parar foi aprovada com 95% dos votos em Brasília, com mais de 50 mil trabalhadores participando das assembleias em todo o país.

Na oitava rodada de negociação, na terça-feira (18), a Fenaban recuou dessas duas propostas específicas, mas ainda não apresentou um índice de reajuste para salários e demais verbas — o que manteve a paralisação de pé.

O que os bancários pedem

  • Aumento real de 5% nos salários e demais verbas, acima da inflação
  • Reposição integral da inflação, medida pelo INPC
  • Reajuste do piso salarial da categoria
  • Reajuste dos valores de vale-refeição e vale-alimentação
  • Valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR)

Como ficou o atendimento bancário

A paralisação não significou o fechamento automático de todas as agências: a adesão variou conforme a organização de cada sindicato regional. Cidades como São Paulo, Brasília, Sorocaba, Itu, Salto, Itapeva, Itapetininga, São Carlos e Araraquara tiveram agências fechadas.

Aos clientes, a orientação das entidades sindicais foi priorizar aplicativos e internet banking durante o dia de paralisação. Bancários em regime de home office foram orientados a não acessar os sistemas de trabalho nem registrar ponto.

“Se não tiver uma proposta decente, os bancos irão parar por período indeterminado. Isso significa greve, greve!” — José Anilton, diretor da Fetec-CUT/CN e bancário do Santander

Lucro dos bancos no centro do argumento

Para sustentar as reivindicações, o Comando Nacional dos Bancários apresentou nas negociações dados sobre a lucratividade do setor: segundo a entidade, os cinco maiores bancos do país somaram R$ 124 bilhões em lucro em 2025, e o lucro líquido dos maiores bancos brasileiros cresceu 178% acima da inflação entre 2003 e 2025.

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Contexto

A pauta de reivindicações foi entregue à Fenaban em 24 de junho, com as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho, para o biênio 2026-2028, começando em 2 de julho. A próxima rodada entre o Comando Nacional dos Bancários e os representantes dos bancos está marcada para a próxima segunda-feira (24).