Sergipe

Após 51 comunicados e sete rompimentos em dois meses, Ricardo Marques cobra providências sobre abastecimento de água em Sergipe

O vice-prefeito de Aracaju e candidato ao Governo de Sergipe pelo PL, Ricardo Marques, cobrou providências do Estado diante dos…

Após 51 comunicados e sete rompimentos em dois meses, Ricardo Marques cobra providências sobre abastecimento de água em Sergipe

O vice-prefeito de Aracaju e candidato ao Governo de Sergipe pelo PL, Ricardo Marques, cobrou providências do Estado diante dos problemas recorrentes no abastecimento de água. Levantamento feito com base nos comunicados oficiais da Iguá Sergipe aponta 51 avisos de interrupção, redução ou intervenções no abastecimento entre 11 de julho e 9 de setembro, além de pelo menos sete rompimentos confirmados.

O caso mais recente envolveu a Adutora do São Francisco, que reduziu em 60% a produção da Estação de Tratamento João Ednaldo, afetando Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros. Segundo a Deso, o reparo foi concluído à meia-noite do dia 10 de setembro, com retomada gradual e ainda em recuperação em Socorro e Barra na última atualização oficial.

“Quando rompimento de adutora vira rotina, já não pode ser tratado apenas como imprevisto. É sinal de falta de prevenção, planejamento e gestão. O sergipano fica sem água, enfrenta transtornos dentro de casa e ainda recebe a conta normalmente”, afirmou Ricardo.

Para o candidato, o Governo do Estado deveria ter garantido uma transição mais segura após a concessão dos serviços de água e esgoto, de mais de R$ 4,5 bilhões, e criticou a falta de clareza sobre prazos de normalização e responsabilidades.“O povo não quer assistir à Iguá colocando a responsabilidade na Deso e à Deso empurrando para a Iguá. Cada empresa tem suas obrigações, mas cabe ao Governo do Estado fiscalizar, cobrar resultados e fazer o contrato funcionar. Governador não pode aparecer como porta-voz, apenas para explicar cada nova crise. Precisa proteger o consumidor e exigir solução”, declarou.

Ricardo defende auditoria técnica independente nas adutoras e redes, plano permanente de manutenção preventiva com substituição de tubulações por prioridade técnica, cronogramas públicos por localidade, abastecimento emergencial para áreas afetadas, fiscalização com penalidades e revisão das cobranças durante interrupções comprovadas.“A nossa regra será clara: se não tem água, não pode ter conta cheia. Água é necessidade básica. O sergipano merece respeito, transparência e solução”, concluiu.