O vice-prefeito de Aracaju e pré-candidato ao Governo de Sergipe, Ricardo Marques, se posicionou sobre a operação de busca e apreensão autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que envolveu uma fonte jornalística no Maranhão.
Com mais de 25 anos de jornalismo, Ricardo disse entender a necessidade de apurar qualquer suspeita de ilegalidade. Mas alertou que usar investigações para chegar até fontes protegidas pode gerar um efeito contrário: calar quem denuncia. “O sigilo da fonte não é um benefício para o jornalista. É um direito da sociedade. Quando essa proteção constitucional é colocada em risco, a gente cria um clima de medo. E com medo, as pessoas param de denunciar, as fontes se calam e a democracia perde”, declarou.
Para ele, a garantia do sigilo não significa blindagem para crime. Na avaliação do vice-prefeito, é justamente esse mecanismo que permite que casos de corrupção, abuso de poder e desvio de dinheiro público cheguem ao conhecimento da população.
“Sou jornalista de formação e sei o peso dessa conquista. Sem fonte segura, muita coisa grave nunca viria à tona. É preciso investigar, sim, e com rigor. Mas nenhuma investigação pode virar um atalho para intimidar a imprensa, expor quem dá informação ou enfraquecer a liberdade de informar”, concluiu Ricardo Marques.
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