Plata cresce dentro do Flamengo, e a chegada de Leonardo Jardim acelera a evolução coletiva, com mais minutos, gol e assistência que mudaram sua trajetória no time
A atuação de Plata na goleada sobre o Atlético-MG marcou a confirmação de uma recuperação que vinha sendo construída desde a entrada de Leonardo Jardim no comando do Flamengo.
O equatoriano deixou de ser um nome à beira dos planos do clube e virou peça importante, entrando mais em campo e participando diretamente de gols, numa reação que reflete também na melhora do setor ofensivo.
Os números do período, e as declarações do treinador sobre a adaptação do jogador, foram reportados em detalhes, conforme informação divulgada pelo Jornal O Globo.
A ascensão de Plata
Antes da pausa para a data FIFA, Plata havia jogado apenas 21 minutos, e chegou a ser cortado da relação para o jogo contra o Corinthians em 22 de março, mas a sequência mudou radicalmente a situação do jogador.
Desde então, participou de sete dos oito jogos, sendo quatro como titular, e acumulou 392 minutos em campo, com um gol e uma assistência, dados que mostram sua integração ao time.
O próprio treinador sintetizou a mudança, com a frase, “Desde o momento que ele se integrou às ideias do grupo em termos de trabalho e de atitude, o talento está lá”, destacando a recuperação técnica e mental do atleta, conforme divulgado pelo Jornal O Globo.
A eficácia do ataque com Jardim
O impacto de Jardim não se limitou a Plata, pois o setor ofensivo do Flamengo ganhou produção e regularidade. Pedro voltou a ser protagonista, e seus números refletem a retomada.
Antes da chegada do treinador, o centroavante tinha seis gols em 11 jogos, sendo quatro desses marcados em um único jogo contra o Madureira, e sob o comando de Jardim já soma nove gols e duas assistências em 13 partidas.
Samuel Lino também aumentou sua participação direta em gols, registrando sete participações (dois gols e cinco assistências) em 12 jogos com Jardim, ante apenas cinco participações nas 11 partidas anteriores, o que demonstra ganho de confiança e ritmo.
Arrascaeta e a retomada de protagonismo
Arrascaeta começou o ano com rendimento abaixo do esperado, com três gols nos primeiros oito jogos de 2026, todos de pênalti, e apareceu como titular em apenas cinco partidas nesse período.
Com Jardim, o uruguaio virou titular com mais frequência, sendo inicial em nove dos 11 jogos em que atuou, e passou a somar seis gols, sendo quatro marcados e duas assistências, mostrando reação no desempenho individual.
Solidez defensiva e panorama coletivo
A melhora no setor defensivo também é perceptível, mesmo sem alterações bruscas de peças, com Léo Ortiz apresentando mais regularidade e segurança na marcação.
Os números comparativos expõem a mudança, com a defesa sofrendo 14 gols em 17 partidas sob o comando de Filipe Luís, e apenas oito gols cedidos em 13 jogos após a troca de treinador, evidenciando ganho de organização e compactação.
No conjunto, a evolução de Plata, o retorno de Pedro, o crescimento de Samuel Lino e a recuperação de Arrascaeta, aliados à maior solidez defensiva, mostram que a chegada de Leonardo Jardim vem transformando o rendimento do Flamengo, em resultado que pode se multiplicar nas próximas rodadas.
