O número de consumidores com restrições de crédito voltou a crescer no Brasil e alcançou um patamar que acende o alerta para a saúde financeira das famílias. Levantamento divulgado por entidades do setor varejista mostra que milhões de brasileiros seguem enfrentando dificuldades para manter as contas em dia, refletindo os desafios econômicos enfrentados nos últimos anos.
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Em maio de 2026, mais de 75 milhões de pessoas estavam com registros de inadimplência, o equivalente a quase metade da população adulta do país. O resultado indica uma nova elevação em relação ao mês anterior, reforçando a tendência de crescimento observada ao longo do ano.
Inadimplência alcança 44,8% da população adulta
Os dados apontam que 75,06 milhões de consumidores possuíam alguma restrição financeira em maio. O contingente representa 44,8% dos brasileiros adultos, evidenciando o alcance do problema em diferentes faixas de renda e regiões do país.
Embora o ritmo de crescimento anual tenha sido menor que o registrado anteriormente, a quantidade de pessoas com pendências financeiras continuou avançando na comparação mensal. O levantamento também identificou aumento expressivo entre aqueles que permanecem com dívidas em aberto por períodos prolongados.
A faixa de inadimplentes com débitos acumulados entre quatro e cinco anos foi a que apresentou a maior expansão no período analisado, demonstrando que parte dos consumidores ainda encontra dificuldades para regularizar compromissos assumidos há bastante tempo.
Dívidas acumuladas superam R$ 5 mil por consumidor
Além do crescimento do número de inadimplentes, os dados revelam que o valor médio devido também segue elevado. Em maio, cada consumidor negativado acumulava, em média, R$ 5.145,04 em débitos.
O estudo mostra ainda que cada devedor possuía pendências financeiras com aproximadamente 2,34 empresas diferentes, indicando que muitos brasileiros enfrentam dificuldades simultâneas com mais de um credor.
Outro dado que chama a atenção é a concentração de dívidas de menor valor. Cerca de 29,19% dos inadimplentes possuíam débitos de até R$ 500. Quando o limite sobe para R$ 1.000, o percentual alcança 41,52% dos consumidores com restrições.
O volume total de contas em atraso também avançou de forma significativa. Na comparação com maio do ano passado, o estoque de dívidas cresceu 15,64%, enquanto a passagem de abril para maio registrou uma elevação de 0,41%, demonstrando que o endividamento continua em trajetória de expansão no país.





