Presidente do Atlético-PR surta contra arbitragem e cita Flamengo em polêmica no Brasileirão - A Folha Hoje

Presidente do Atlético-PR surta contra arbitragem e cita Flamengo em polêmica no Brasileirão

Presidente do Atlético-PR detona arbitragem e evoca caso com o Flamengo após derrota no Brasileirão

O presidente do Vitória, Fábio Mota, explodiu em críticas contra a arbitragem após a derrota de sua equipe para o Atlético-PR por 3 a 1, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Mota não poupou palavras ao descrever sua insatisfação com decisões cruciais durante o jogo, chegando a mencionar um confronto anterior contra o Flamengo.

A revolta do dirigente baiano se concentrou em três lances capitais que, segundo ele, influenciaram diretamente o resultado da partida. Fábio Mota declarou que o Brasil inteiro presenciou as decisões questionáveis, intensificando a reclamação que já vinha do duelo contra o Flamengo pela Copa do Brasil.

“Respeitem o Vitória. O Brasil viu o que aconteceu contra o Flamengo. O Brasil todo viu. E agora, novamente, meu irmão, se você parar para analisar os três lances capitais, com o Vitória bem na partida, fazendo um excelente jogo, temos um pênalti inconsistente — um pênalti que o Brasil inteiro viu que não foi —”, iniciou Mota, conforme divulgado pela Coluna do Fla.

Reclamações sobre lances cruciais contra o Atlético-PR

O presidente do Vitória detalhou os lances que geraram sua indignação. Um pênalti marcado a favor do Atlético-PR foi o primeiro ponto de discórdia. Mota argumentou que a penalidade foi inexistente e que a origem da jogada também envolvia um possível impedimento, que a arbitragem optou por não marcar.

Além disso, o dirigente citou um lance envolvendo o jogador Zé Vitor, que, em sua visão, deveria ter resultado em expulsão direta e não apenas em um cartão amarelo. O terceiro ponto de reclamação foi a ausência de expulsão para um defensor do Athletico-PR, que, segundo Mota, cometeu uma entrada dura em Renê, tirando o jogador do campo de jogo.

“Depois, você tem um chute no Zé Vitor, que não era para cartão amarelo, era para expulsão direta. E, por último, o zagueiro do Athletico tira Renê de campo, dá uma tesoura, e não é expulso. Então, é um absurdo. É um absurdo. Os critérios que estão sendo utilizados para a escalação da arbitragem não nos satisfazem”, acrescentou o presidente.

Comparação com o jogo contra o Flamengo

Fábio Mota fez questão de conectar as reclamações atuais com as do jogo anterior contra o Flamengo. Na ocasião, o Rubro-Negro venceu o Vitória por 2 a 1, e a equipe baiana também apontou falhas na arbitragem, solicitando a expulsão de jogadores como Luiz Araújo, Saúl e Arrascaeta.

No entanto, o relatório da CBF daquele jogo considerou que os lances envolvendo o camisa 7 do Flamengo e o jogador uruguaio não apresentavam gravidade suficiente para a aplicação do cartão vermelho. A comparação feita por Mota busca evidenciar uma suposta inconsistência nos critérios de arbitragem aplicados em diferentes partidas.

A declaração do presidente do Vitória adiciona mais um capítulo à discussão sobre a qualidade da arbitragem no futebol brasileiro, um tema recorrente e que gera debates acalorados entre clubes, torcedores e a imprensa esportiva. A expectativa agora é por uma resposta da comissão de arbitragem da CBF aos questionamentos levantados.