A Copa do Mundo começa em menos de uma semana para o Brasil, e a seleção já acordou com uma notícia pesada neste domingo. Wesley está fora. O lateral-direito foi cortado após lesão no amistoso contra o Egito, e a decisão que veio junto com o corte diz mais sobre o Brasil do que o próprio nome substituído.
Wesley sentiu dores na coxa esquerda ainda no primeiro tempo da partida de sábado, saiu do campo aos 15 minutos, foi consolado por companheiros no banco e chorou. Depois do jogo, Ancelotti confirmou que esperaria os exames de imagem para tomar a decisão. O resultado veio neste domingo: lesão muscular no adutor da coxa esquerda, e o corte foi anunciado pela CBF.
O jovem lateral de 22 anos, que joga na Roma, estava na lista dos convocados e era uma das apostas para a lateral direita na Copa. Com a lesão, ele se junta à lista de jogadores que viram o sonho do Mundial se partir antes mesmo de a competição começar.
A mudança tática que Ancelotti escondeu
Mas o que chama atenção não é só a saída de Wesley. É quem Ancelotti chamou para o lugar. Ao invés de buscar outro lateral-direito, o técnico convocou Éderson, volante de 26 anos da Atalanta. Um meio-campista para cobrir a vaga de um lateral. E esse movimento não é por acaso.
Segundo informações divulgadas por portais especializados, Ancelotti passou praticamente um ano trabalhando a seleção com dois meio-campistas. Nos últimos treinos e amistosos, porém, o time passou a operar com três jogadores no meio.
E com essa mudança, o banco ficou curto: havia apenas Casemiro e Fabinho para o papel de volante e Bruno Guimarães, Paquetá e Danilo para as funções mais adiantadas. A chegada de Éderson resolve exatamente esse ponto, ampliando as opções para um setor que agora tem peso diferente no esquema.
Para a lateral direita, Danilo e Vanderson seguem como as opções disponíveis no grupo, dois nomes que encaixam melhor dentro do perfil que Ancelotti também utilizou durante o período de preparação, com zagueiros cobrindo a faixa pela direita quando necessário.
Éderson, que estava de férias em Mato Grosso do Sul, se apresenta à delegação nos Estados Unidos já nesta segunda-feira. A seleção está de folga neste domingo, mas a semana que começa amanhã é a última antes da estreia contra o Marrocos no dia 13 de junho.
Ou seja, o Brasil chega à Copa com uma peça nova no meio, com o esquema ajustado no último momento e com Ancelotti usando o corte obrigado pela lesão para, ao mesmo tempo, corrigir um buraco tático que já existia. A pergunta que fica para o torcedor é simples: essa mudança no meio-campo vai fortalecer o Brasil ou a pressa de último minuto pode pesar no início do torneio?

