Análise aprofundada da USMNT: Conheça os 15 melhores jogadores em cada posição, um guia essencial para a Copa do Mundo
A pouco menos de um mês da convocação oficial da seleção masculina dos Estados Unidos (USMNT) para a Copa do Mundo, uma análise detalhada revela a profundidade e o talento do elenco americano. O técnico Mauricio Pochettino expandiu o leque de jogadores selecionáveis desde que assumiu o comando em 2024, com 61 atletas já tendo entrado em campo sob sua liderança.
A lista a seguir, elaborada com base em dados recentes de envolvimento com a USMNT e minutos jogados sob o comando de Pochettino, busca projetar os 15 principais nomes em cada posição. A seleção leva em consideração a confiança do treinador em determinados atletas, mesmo considerando veteranos da MLS e jovens promessas que ainda não tiveram muitas oportunidades em alto nível.
Conforme divulgado pelo portal esportivo, esta análise oferece um panorama da força atual da USMNT, explorando as opções disponíveis e as tendências observadas no desempenho dos jogadores. Acompanhe o ranking completo e descubra quem são os destaques em cada setor do campo.
Goleiros: Freese lidera, mas a pool de talentos parece ter regredido
Na posição de goleiro, Matt Freese, do New York City FC, surge como o provável titular da USMNT. Ele tem demonstrado solidez em suas atuações sob o comando de Pochettino. Dados da Opta indicam que, em média, um goleiro defenderia 19,45 gols com base nos chutes que Freese enfrentou pela seleção, mas ele permitiu apenas 16.
No cenário da MLS, tanto Freese quanto seu provável reserva, Matt Turner, do New England Revolution, não cometeram erros em defesas nesta temporada, segundo o Gradient Sports. Essa métrica é considerada um dos melhores indicadores de desempenho futuro.
Apesar de Gaga Slonina e Diego Kochen atuarem por gigantes europeus como Barcelona e Chelsea, ambos têm tido poucas oportunidades de jogo. A confiança na performance dos goleiros da USMNT é razoável, com a expectativa de que quem estiver em campo apresentará um desempenho suficiente para a equipe.
Zagueiros: A longevidade de Tim Ream e a busca por renovação
Surpreendentemente, Tim Ream, que completa 39 anos ainda este ano, parece encaminhado para ser um dos zagueiros titulares da USMNT na Copa do Mundo de 2026. Sua longevidade e profissionalismo são notáveis, mas também levantam questionamentos sobre a profundidade do setor. Ream oferece uma qualidade de passe vindo da defesa que poucos de seus companheiros, incluindo Chris Richards, possuem.
O cenário do futebol é imprevisível, e enquanto Yunus Musah, titular aos 19 anos na última Copa, pode não figurar na lista de 2026, Ream, com quase 39 anos, pode disputar duas Copas consecutivas. Essa situação pode ser vista tanto como um testemunho da carreira duradoura de Ream quanto uma crítica à falta de desenvolvimento de outros zagueiros.
Apesar de sua experiência, Ream, como a maioria dos atletas de sua idade, tem limitações de mobilidade e necessita de proteção defensiva. A possível adoção de um esquema tático com três zagueiros por Pochettino pode ajudar a mitigar essas questões, cobrindo a diminuição do alcance de Ream.
Laterais: Dest como peça chave e a força emergente na esquerda
No lado direito, Sergiño Dest, do PSV, é considerado por muitos como o jogador menos substituível na equipe titular teórica da USMNT. Embora seus reservas diretos atuem em clubes como Villarreal e Borussia Mönchengladbach, Alex Freeman não oferece a mesma criatividade e segurança na posse de bola que Dest. Joe Scally, por sua vez, é mais um zagueiro-lateral, com menos contribuição ofensiva.
O lado esquerdo, historicamente um ponto fraco da USMNT, mostra um futuro promissor. Uma quantidade significativa de jovens laterais atuando na MLS, como Luca Bombino, Frankie Westfield e Tate Johnson, demonstram potencial de desenvolvimento. Kristoffer Lund, do FC Köln, também se destaca.
Antonee Robinson, do Fulham, apesar de ter sido um dos melhores laterais da Premier League nas últimas temporadas, pode ter seu papel adaptado em um esquema com três zagueiros. Sua capacidade atlética mundialmente reconhecida exige uma forma de aproveitamento ideal para a equipe.
Meio-campo: Adams e McKennie como pilares, com Tessmann e Cardoso buscando espaço
A lista de meio-campistas combina jogadores de contenção e criação, especialmente considerando a possibilidade de um sistema com três zagueiros. A grande questão reside no posicionamento de Weston McKennie. Para maximizar o talento da equipe, colocá-lo ao lado de Tyler Adams, com liberdade para avançar ao ataque, confiando em Adams e na defesa para cobrir os espaços, parece ser a estratégia ideal.
McKennie tem atuado em alta performance na Juventus, mas seu papel na USMNT pode diferir para otimizar o desempenho coletivo. Tanner Tessmann, Johnny Cardoso e Aidan Morris, apesar de suas oportunidades como titulares sob Pochettino, ainda não se consolidaram como soluções definitivas no meio-campo.
Cristian Roldan pode inclusive ter vantagem sobre eles. Embora a ausência de qualquer um desses jogadores não represente uma fraqueza imediata, McKennie, mesmo começando suas jogadas mais recuado, tem um potencial de impacto maior no resultado das partidas.
Atacantes e Pontas: Pulisic brilha na Itália, Balogun é a estrela europeia
Christian Pulisic, apesar de uma sequência sem gols, continua sendo um dos melhores jogadores da USMNT. Estatísticas da Serie A indicam que ele está em segundo lugar em xG+xA (gols esperados mais assistências esperadas) por 90 minutos entre jogadores com pelo menos 1.500 minutos na liga italiana. A base de fãs da USMNT pode se tranquilizar com seu desempenho consistente.
O sistema tático esperado pela USMNT agrupa as posições de ponta e meio-campista ofensivo. Jogadores como Timothy Weah, Malik Tillman, Brenden Aaronson e Alejandro Zendejas são opções importantes. A quantidade de jovens talentos atuando na MLS, como Niko Tsakiris, de apenas 20 anos e já se destacando, aponta para um futuro promissor, mesmo que ainda não tenham sido testados por Pochettino.
No ataque, Folarin Balogun, do Monaco, se destaca como o principal centroavante, sendo um dos melhores jovens atacantes da Europa. Ele está entre os cinco melhores em xG+xA por 90 minutos entre jogadores com menos de 24 anos nas principais ligas europeias. Haji Wright e Ricardo Pepi também oferecem opções valiosas, com Wright demonstrando grande evolução e Pepi sendo uma alternativa eficaz vindo do banco.
