Ex-vereadora tetraplégica por bala perdida, Luciana Novaes, morre aos 42 anos no Rio após aneurisma - A Folha Hoje

Ex-vereadora tetraplégica por bala perdida, Luciana Novaes, morre aos 42 anos no Rio após aneurisma

Prefeitura decreta luto oficial de três dias pela morte de ex-vereadora Luciana Novaes, vítima de bala perdida.

A cidade do Rio de Janeiro lamenta a perda da ex-vereadora Luciana Novaes, que faleceu aos 42 anos após sofrer uma intercorrência médica grave. A informação foi confirmada por sua assessoria.

Luciana Novaes, formada em serviço social, dedicou sua vida à defesa dos direitos das pessoas com deficiência e grupos vulneráveis. Sua trajetória política foi marcada pela luta por inclusão e justiça social na capital fluminense.

A morte da ex-parlamentar gerou comoção e levou o prefeito Eduardo Cavaliere a decretar luto oficial de três dias. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial na noite desta segunda-feira (27).

O trágico incidente que mudou sua vida e sua atuação legislativa

Em 2003, a vida de Luciana Novaes foi drasticamente alterada ao ser atingida por uma bala perdida no campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido. O incidente a deixou tetraplégica, mas não a impediu de continuar sua luta por um mundo mais justo e acessível.

Apesar das dificuldades impostas pela tetraplegia, Luciana Novaes se destacou por sua atuação na Câmara Municipal. Ela esteve envolvida na elaboração de cerca de 200 leis, com foco em iniciativas voltadas à **inclusão social**, especialmente para pessoas com deficiência, idosos e grupos em situação de vulnerabilidade.

Causa da morte e protocolo de morte cerebral

Segundo sua assessoria, a ex-vereadora estava internada quando apresentou uma intercorrência súbita e grave. Informações médicas indicam que o quadro é compatível com o rompimento de um aneurisma cerebral, seguido de um agravamento do estado neurológico.

Diante da evolução clínica, foi adotado o protocolo de morte cerebral. Este procedimento consiste em uma série de exames rigorosos para confirmar a interrupção completa e irreversível das funções do cérebro, condição reconhecida legalmente como óbito.

Repercussão e homenagens à ex-parlamentar

O presidente da Câmara Municipal, Carlo Caiado, manifestou profundo pesar pela morte de Luciana Novaes. Em nota oficial, ele destacou a importância de sua atuação legislativa e seu compromisso com a inclusão social.

A Câmara Municipal se solidarizou com familiares, amigos e integrantes da equipe de Luciana Novaes, reconhecendo sua dedicação e o impacto positivo de seu trabalho. A perda de Luciana Novaes deixa uma lacuna significativa na luta pelos direitos das minorias no Rio de Janeiro.

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