Cruzeiro ‘à deriva’ em Cabo Verde finalmente segue viagem para a Espanha com passageiros sob observação após surto de hantavírus.
O navio de cruzeiro de luxo MV Hondius, que esteve ancorado na costa de Cabo Verde desde domingo (3) devido a um surto de hantavírus, finalmente partiu nesta quarta-feira (6) com destino à Espanha.
A embarcação, que transportava quase 150 pessoas, foi liberada após a remoção de três indivíduos, dois deles em estado grave, que foram levados para tratamento em terra. A partida encerra dias de apreensão e negociações entre as autoridades.
Conforme informado pela Reuters e pela ministra da Saúde da Espanha, Monica Garcia, o navio tem previsão de chegada a Tenerife, nas Ilhas Canárias, em até três dias. A missão agora é garantir a segurança de todos os a bordo, com foco especial nos cidadãos espanhóis.
Destinos definidos para passageiros e tripulantes
Ao chegar em Tenerife, os passageiros não espanhóis que apresentarem bom estado de saúde serão repatriados para seus países de origem. A informação foi confirmada pela ministra Monica Garcia em coletiva de imprensa em Madri, destacando que os demais passageiros a bordo não apresentam sintomas da doença.
Já os 14 cidadãos espanhóis a bordo seguirão para Madri, onde ficarão em quarentena em um hospital militar. A duração do isolamento dependerá do tempo de possível contato com o vírus, considerando que o período de incubação do hantavírus pode chegar a 45 dias, explicou a ministra.
Quarentena em Cabo Verde e o fim da espera
A situação em Cabo Verde exigiu uma operação coordenada entre as autoridades portuárias e de saúde. O navio permaneceu ancorado ao largo da costa enquanto os passageiros mais graves e aqueles com ligação direta a casos confirmados eram removidos.
A resolução da situação em Cabo Verde marca o fim de uma espera tensa para todos a bordo. Até o momento, o surto de hantavírus resultou em três mortes e diversos casos suspeitos, gerando preocupação internacional.
Hantavírus: um vírus que exige atenção
O hantavírus é um vírus transmitido principalmente por roedores e pode causar doenças graves em humanos, incluindo a síndrome cardiopulmonar por hantavírus (SCPH), que afeta os pulmões e o coração. A transmissão ocorre por meio do contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados, ou pela inalação de partículas virais presentes no ar.
A doença pode evoluir rapidamente e, sem tratamento adequado, apresenta alta taxa de mortalidade. Por isso, a rápida identificação e isolamento de casos, como ocorreu com o cruzeiro, são medidas cruciais para o controle da disseminação do vírus.
