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Magnólia: morre a primeira travesti de Aracaju, aos 74 anos

Ela ficou conhecida por ser mulher à frente do seu tempo, na luta contra o preconceito.
Foto: Tiago Oliveira
Foto: Tiago Oliveira

Na noite desta segunda-feira, dia 19, por volta das 21h30, morreu Magnólia, a primeira travesti da capital sergipana. 

Após ficar internada no Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), ela não resistiu e morreu devido a uma grave infecção e insuficiência cardíaca. 

Em nota, o Conselho Estadual de Promoção da Cidadania e Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, lembrou da importância de Magnólia para resistência e respeito da comunidade LGBT, ainda, da sua força em uma época de forte conservadorismo. 

“Foi pioneira no movimento de afirmação enquanto pessoa dissidente sexual e de gênero em uma época de pouca informação e muito conservadorismo, durante as décadas de 60 e 70 em Aracaju. Uma mulher à frente do seu tempo e que exalava mansidão, mas também ousadia”, disse. 

O sepultamento aconteceu hoje (20), no cemitério São João Batista com a presença de amigos, familiares e admiradores.

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