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Redução do preço dos combustíveis puxa queda da Inflação

O mês de agosto foi registrada queda na inflação impulsionada pelo preço dos combustíveis.
Foto reprodução EBC
Foto reprodução EBC

Pela segunda vez, foi registrada queda no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegando a -0,5% no mês de agosto, em Aracaju.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira, 9 de setembro.

De acordo com Camila Farias – jornalista no IBGE em Sergipe, a deflação se deve, mais uma vez, a queda dos preços dos combustíveis, sobretudo, da gasolina (-13,64%).

“Essa redução se deu porque a Petrobras, em 20 de julho, anunciou a redução dos preços do combustível vendido para as distribuidoras. Essa redução também foi afetada por lei complementar, que reduziu o ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações”.

“Em contrapartida, o grupo de alimentação de bebidas segue com a aceleração dos preços. Em agosto foi de 0,85%, impulsionado pelo aumento dos preços do leite longa vida e dos derivados, como o queijo. Até outubro ocorre um período em que as pastagens estão mais secas e isso reduz a oferta de leite no mercado. Nos grupos de saúde e cuidados pessoais, assim como de vestuário também houve aceleração dos preços”, ressalta Camila Farias.

Segundo o economista, Fernando Carvalho, ver um impacto positivo com queda da inflação, mas fala em cutela em projeções futuras, “um bom sinal uma vez que tanto os combustíveis quanto energia elétrica tiveram reduções nos seus preços e são elementos essenciais em toda atividade econômica, o que faz com que os preços sejam puxados para baixo. Porém, é cedo para falarmos que esse será um cenário duradouro. A economia vive muito de expectativa também, e devemos observar os próximos passos do governo na manutenção dessas políticas, bem como também o cenário internacional”.

“Com certeza reflete positivamente. Com uma inflação em queda, o consumo é estimulado e ainda sobre algum dinheiro no bolso do consumidor. Ou seja, todos ganham consumidores e vendedores”, afirma o economista.

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Apesar disso, o índice acumulado no ano em Aracaju ainda segue em aumento de 4,73% e a variação acumulada em 12 meses registrou 9,16%.

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